[Resenha]: O lado bom da vida (Matthew Quick)

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Título: O lado bom da vida | Autor: Matthew Quick | Editora: Intrínseca | Edição: 1 Páginas: 255 | Nota: 2,5 de 5



Sinopse: Pat Peoples, um ex-professor na casa dos 30 anos, acaba de sair de uma instituição psiquiátrica. Convencido de que passou apenas alguns meses naquele “lugar ruim”, Pat não se lembra do que o fez ir para lá. O que sabe é que Nikki, sua esposa, quis que ficassem um "tempo separados". Tentando recompor o quebra-cabeças de sua memória, agora repleta de lapsos, ele ainda precisa enfrentar uma realidade que não parece muito promissora. Com seu pai se recusando a falar com ele, a esposa negando-se a aceitar revê-lo e os amigos evitando comentar o que aconteceu antes da internação, Pat, agora viciado em exercícios físicos, está determinado a reorganizar as coisas e reconquistar sua mulher, porque acredita em finais felizes e no lado bom da vida. Uma história comovente e encantadora, de um homem que não desiste da felicidade, do amor e de ter esperança.



Comentários 





“A essa altura, dez árvores já devem ter sido derrubadas só para documentar minha saúde mental.” 
Página 14




Gostaria de deixar claro que essa resenha contém apenas impressões sobre o livro, já que optei por não assistir ao filme antes de realizar a leitura. A narrativa construída por Metthew Quick se enquadra no gênero ‘Sick-lit’ e aborda os desafios enfrentados por Pat Peoples ao tentar retomar sua vida após deixar uma clínica psiquiátrica. 

Durante o tempo em que passou internado no “lugar ruim” (como Pat chama a instituição psiquiátrica), o protagonista resolveu adotar uma postura mais otimista e tentar ver o melhor de cada situação; bem como praticar a gentileza. Tais mudanças tinham como principal objetivo o fato de que Pat pretendia reconquistar Nikki – sua esposa - e dar fim ao “tempo separados”. 

Ao longo da narrativa, Pat não consegue lembrar o motivo que o levou a ficar internado em uma clínica psiquiátrica nem o tempo exato que passou lá. Também não lembra o motivo pelo qual ele e Nikki estavam separados. O fato é que ao sair da clínica, Pat volta a morar com os pais e dedica todo o seu tempo livre a prática de exercícios e a realização de leituras dos livros que Nikki, que é professora de literatura, costuma indicar para seus estudantes. Tudo a fim de se tornar mais atraente para quando Nikki voltasse. 


O retorno à casa dos pais faz com que o autor consiga abordar de uma maneira interessante uma série de conflitos familiares que envolvem os pais do protagonista e Jake, seu irmão. Este retorno também permite que Pat se reaproxime de antigos amigos e é a partir de um desses contatos que ele conhece Tiffany, uma mulher introspectiva e séria que está se recuperando da perda do marido. Apesar de tê-la conhecido em um jantar, os dois se aproximam por meio das corridas diárias que praticavam. O enredo aborda ainda as consultas de Pat com o terapeuta Dr. Patel e como a amizade que vai sendo construída entre os dois desde o primeiro momento ajuda na evolução do protagonista. 



No geral eu achei que o livro foi um pouco superestimado. Sei que provavelmente vou ser crucificada por isso, mas achei que o autor exagerou nas descrições de partidas e assuntos relacionados ao futebol americano; bem como na tentativa de mostrar que Pat é um homem de boa fé e bom coração. Em alguns momentos a ingenuidade do protagonista não correspondia às atitudes de um homem de mais de 30 anos. Mesmo assim, ainda consegui criar certa empatia pelo personagem principalmente quando este se relacionava com a mãe ou com o irmão. Dentre todos as personagens, Tiffany foi a que menos gostei e honestamente não consegui encontrar nela a simpatia e o humor que muita gente já tinha comentado. 




“ – A vida é dura, Pat, e os jovens têm de saber o quão difícil ela pode ser. 
- Por quê? 
- Para que sejam solidários. Para que compreendam que algumas pessoas têm mais dificuldades do que eles, e que uma passagem por esse mundo pode ser uma experiência totalmente diferente, dependendo de quais substâncias químicas estão ativas na mente de um indivíduo.” 

Página 166





Sobre a estrutura 



O livro é narrado em primeira pessoa. A narração é carregada de impressões de Pat e a história vira quase um diário, mas como se tratava da recuperação do personagem, acredito que o estilo de narração funcionou. 

O tamanho e a composição dos capítulos me deixaram um pouco incomodada. Alguns são muito curtos – com cerca de duas páginas – e não apresentam boa continuidade. Isso atrapalhou um pouco o meu ritmo de leitura e me fez ter a impressão de que até o meio do livro a história não fluía.


Assista ao trailer do filme









Érika Rodrigues

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5 comentários

  1. Eu preciso ler o livro porque não gostei muito do filme não ><

    Ana P.M. ♛ Queen Reader - Venha conhecer o Castelo!
    http://booksandcrowns.blogspot.com.br/

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  2. Eu ameeei esse filme e como muita gente me disse que o livro era ruim, preferi ficar sem ler mesmo...

    te espero no http://www.whoisllara.com/

    xoxo

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  3. Érika, a minha falta de interesse pelo livro provém do filme, que em quase nada me agradou. Talvez seja porque, mediante ao tema, eu esperava por algo mais impactante. Enfim. :\
    Livros com capítulos curtos e sem muito desenvolvimento ou emoção não instigam.

    Um abraço!
    http://universoliterario.blogspot.com/

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  4. Se você achou o livro superestimado, terá uma impressão diferente do filme, que muda muita coisa. Não sei se você gostará mais ou menos do filme que do livro. No meu caso, preferi o livro, porque várias situações que ficariam ótimas nas telas foram removidas.
    Beijos!

    www.diarioquaseescritora.blogspot.com

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  5. Oiii, eu assisti o filme apenas, mas tenho e livro e pretendo ler em breve. Minha amiga leu e falou a mesma coisa que você, que não é tudo isso e que o livro se resume ao futebol haha
    Esse parece ser um daqueles livros que o personagem principal é meio bobão então tudo o que ele fizer o leitor tem que achar crível, porque o personagem é instável. Eu gostei muito do Pat no filme, espero no livro sentir isso também... A atuação da Jennifer como Tiffany é ótima, mas também não fui muito com a cara da personagem... sei lá... ela não me pareceu convivente com a sua personalidade e percebo pelo que você falou que no livro também acontece isso...
    Ouvi dizer que houve muitas mudanças na adaptação, estou curiosa para ver como é a história original e já que aparentemente não é tão bom assim, espero que a escrita do autor seja boa!
    Ótima resenha!
    Beijos!
    http://vanille-vie.blogspot.com.br/

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