Formatura

[Playlist]: Formatura

00:49


Olá leitores!

Já faz um tempo que eu não compartilhava nenhuma playlist com vocês e como hoje começam as cerimônias da minha formatura, resolvi fazer desse o nosso tema. Essas são algumas músicas que essa futura jornalista gostaria de ouvir:

1 - Rhiannon Giddens and Iron & Wine - Forever young

May God bless and keep you always
May your wishes all come true
May you always do for others
And let others do for you
May you build a ladder to the stars
And climb on every rung

May you stay forever young



2- Los Hermanos - Todo carnaval tem seu fim

E é o fim
E é o fim
Deixa eu brincar de ser feliz, deixa eu pintar o meu nariz!
Deixa eu brincar de ser feliz, deixa eu pintar o meu nariz




3- kate Perry - Firework

'Cause, baby, you're a firework
Come on show 'em what you're worth
Make 'em go, "Ah, ah, ah!"
As you shoot across the sky





4- Fun - We are young

Tonight, we are young
So let's set the world on fire
We can burn brighter
Than the sun
Tonight, we are young





5 - Britney Spears - Work Bitch

You better work bitch





O que acharam da minha playlist? Qual a sua música pra formatura?
Érika Rodrigues

Editora Única

[Resenha]: Garota, interrompida (Susanna Kaysen)

22:20



Título: Garota, interrompida | Autora: Susanna Kaysen | Editora: Única | Edição: 1 | Páginas: 185 | Nota: 3,5 de 5

Sinopse: Garota, Interrompida - Quando a realidade torna-se brutal demais para uma garota de 18 anos, ela é hospitalizada. O ano é 1967 e a realidade é brutal para muitas pessoas. Mesmo assim poucas são consideradas loucas e trancadas por se recusarem a seguir padrões e encarar a realidade. Susanna Keysen era uma delas. Sua lucidez e percepção do mundo à sua volta era logo que seus pais, amigos e professores não entendiam. E sua vida transformou-se ao colocar os pés pela primeira vez no hospital psiquiátrico McLean, onde, nos dois anos seguintes, Susanna precisou encontrar um novo foco, uma nova interpretação de mundo, um contato com ela mesma. Corpo e mente, em processo de busca, trancada com outras garotas de sua idade. Garotas marcadas pela sociedade, excluídas, consideradas insanas, doentes e descartadas logo no início da vida adulta. Polly, Georgina, Daisy e Lisa. Estão todas ali. O que é sanidade? Garotas interrompidas.

*Este livro foi cedido pela editora para resenha

Comentários

“Quem observa não consegue saber se uma pessoa está calada e quieta porque sua vida interior estacionou ou porque sua vida interior é de uma atividade paralisante” 
Página 89

Garota, interrompida foi a primeira autobiografia que tive a oportunidade de ler. Sempre achei meio estranho essa coisa de falar sobre si, mas o fato do livro da Susanna Kaysen tratar de um período bem atípico da sua vida despertou minha curiosidade. Garota, interrompida abre ao leitor as portas de um hospital psiquiátrico e apresenta o relato de uma jovem que por não saber lidar com uma situação ruim é internada durante dois anos. 

Susanna é convencida a se internar em um hospital psiquiátrico após uma tentativa de suicídio. Seus relatos mostram como a consulta que a diagnosticou foi superficial e insuficiente para se chegar a um quadro de transtorno psicológico, bem como o tratamento que se seguiu. No livro acompanhamos de forma não linear os eventos que culminaram na internação, sua rotina no hospital McLean e alguns acontecimentos posteriores. 

A narrativa é bem crua e rápida. A autora conta sua história como se fosse um compilado de memórias que vão lhe ocorrendo em uma conversa informal. Os capítulos são curtos e apresentam alguns fatos do cotidiano do hospital, a relação com as enfermeiras e médicos e com as outras pacientes. Há também uma série de relatórios médicos inclusos em alguns momentos da narrativa.

Mais importante do que entender a dinâmica do hospital seria vivenciar toda aquela rotina pela ótica de quem em tese não teria necessidade de estar ali, alguém que está lúcida e é submetida a uma situação tão complicada. Apesar de ter ficado em uma ala de segurança quase mínima a autora pecou ao não falar mais sobre estar em um hospital psiquiátrico na década de 60, dos tratamentos, e de eventos que ela deve ter presenciado e que dariam ao leitor o peso de ter consciência dos fatos em uma ambiente hostil como um hospital psiquiátrico. Claro que Susanna não exclui críticas ao processo de diagnóstico e por vezes reflete sobre a questão da sanidade. Mas acho que esperava um relato mais denso dessa experiência. 

Garota, interrompida nos ajuda a refletir sobre o tipo de tratamento que a nossa sociedade dá àquelas pessoas que em algum momento da vida saem do padrão. Mesmo tratando de uma vivência que se deu no final da década de 60, a crítica da autora as nuances do assunto loucura ainda são extremamente atuais.


Érika Rodrigues

Adaptação

[Cine Relicário]: Simplesmente Acontece

18:12

Olá leitores!

Essa é a segunda edição da coluna Cine Relicário e hoje vou comentar sobre a adaptação Simplesmente Acontece. O filme estreou nos cinemas nacionais no dia 5 de março e se baseia na obra de mesmo título escrita pela Cecelia Ahern, autora de P.s: Eu te amo. 

Sinopse: Os jovens britânicos Rosie (Lily Collins) e Alex (Sam Claflin) são amigos inseparáveis desde a infância, experimentando juntos as dificuldades amorosas, familiares e escolares. Embora exista uma atração entre eles, os dois mantêm a amizade acima de tudo. Um dia, Alex decide aceitar um convite para estudar medicina em Harvard, nos Estados Unidos. A distância entre eles faz com que nasçam os primeiros segredos, enquanto cada um encontra outros namorados e namoradas. Mas o destino continua atraindo Rosie e Alex um ao outro.



Comentários



Quando fiquei soube que essa seria uma das muitas adaptações de 2015 fiquei bastante ansiosa, mesmo ainda não tendo feito a leitura do livro. Fiz o movimento inverso também quanto a P.s: Eu te amo e não me decepcionei. O fato é que só de saber que era uma adaptação de um livro da Cecelia já fiquei cheia de expectativas e sendo bem honesta nenhuma delas foi frustrada. 

Em um pouco mais de uma hora e meia de filme acompanhamos 12 anos da amizade entre Rosie e Alex. O filme tem o cuidado de nos mostrar que toda a cumplicidade entre os dois começou na infância, mas que a história se desenrolará nos anos posteriores a formatura do ensino médio. 

Alex e Rosie são inseparáveis. Conversam sobre todos os assuntos e partilham de todas as experiências típicas de sua idade. No entanto, Alex é pressionado pelos pais a sair da Inglaterra e cursar medicina nos Estados Unidos e como este não via sua vida sem a presença de Rosie, os dois decidem que ela também irá se inscrever em uma universidade em Boston e nada mudará entre os dois. Os planos iam bem até que algo se interpõe no caminho de Rosie. 

Alex segue para Harvard sem saber o que segurou Rosie na Inglaterra e é com distância física e com os segredos que eventualmente surgem que a amizade e a atração entre os dois é posta a prova. Os reencontros entre os protagonistas estão sempre no limite entre assumir uma atração ou preservar a amizade. E os desencontros são inúmeros e por vezes angustiantes. O mais interessante de se observar é que as dúvidas e inseguranças atingem os dois, mesmo que ambos estejam vivendo momentos distintos da vida. 

Entre os personagens secundários Ruby e o pai de Rosie me encantaram, cada um a sua maneira. Ruby vira amiga de Rosie meio que por acaso e garante ótimas risadas com o seu humor ácido e conselhos cortantes. E o pai de Rosie é um amor. Ele não tem muito destaque, mas sua presença está sempre envolvida com compreensão e acima de tudo ele acredita nas capacidades da filha até quando ela mesma se questiona.

Simplesmente acontece é um daqueles filmes que a gente termina e quer ver de novo. A história se desenvolve quase que no tempo da vida, digamos assim. Nada é apressado para que as coisas se resolvam e isso trouxe verossimilhança. Sem contar que a fotografia é linda e a trilha sonora não deixa a desejar.


O que acharam da adaptação?
Érika Rodrigues

Companhia das Letras

[Resenha]: Cade você, Bernadette? (Maria Sample)

02:38




Título: Cadê você, Bernadette? | Autora: Maria Sample | Editora: Companhia das Letras | Edição: 1 | Páginas: 376 | Nota: 5 de 5 

Sinopse: Bernadette Fox é notável. Aos olhos de seu marido, guru tecnológico da Microsoft e rock star do mundo nerd, ela se torna mais maníaca a cada dia; para as demais mães da Galer Street, escola liberal frequentada pela elite de Seattle, ela só causa desgosto; os especialistas em design ainda a consideram uma gênia da arquitetura sustentável, e Bee, sua filha de quinze anos, acha que tem a melhor mãe do mundo. 

Até que Bernadette desaparece do mapa. Tudo começa quando Bee mostra seu boletim (impecável) e reivindica a prometida recompensa: uma viagem de família à Antártida. Mas Bernadette tem tal ojeriza a Seattle - e às pessoas em geral - que evita ao máximo sair de casa, e contratou uma assistente virtual na Índia para realizar suas tarefas mais básicas. Uma viagem ao extremo sul do planeta é uma perspectiva um tanto problemática. 

Para encontrar sua mãe, Bee compila e-mails, documentos oficiais e correspondências secretas, buscando entender quem é essa mulher que ela acreditava conhecer tão bem e o motivo de seu desaparecimento. 

Comentários

Cadê você, Bernadette? é um daqueles livros que a gente termina e se questiona porque não li esse livro antes(?!). A narrativa da Sample é tão honesta, divertida e tem uma personagem principal tão original que é quase impossível não fisgar o leitor. Essa leitura teve como motivação o início do projeto Leitura Compartilhada, no qual eu, a fran (do blog Universo Literário) e o Clóvis (do blog De frente com os livros) nos propomos a ler o mesmo livro no prazo máximo de 15 dias.

Voltando a narrativa, o livro apresenta a história de Bernadete Fox, uma arquiteta com um histórico notável na profissão, mas que há algum tempo abandonou tudo para se dedicar a criação da filha Bee, que nasceu com diversos problemas de saúde. Dito isso, poderíamos pensar que Bernadette leva uma vida de “mulher perfeita norte-americana” com total dedicação a filha e ao esposo, Elgie Branch, programador da Microsoft.

No entanto Bernadette detesta a cidade em que vive - Seattle, não gosta das pessoas em geral, nem da futilidade das outras mães da escola da filha (as quais ela chama de “moscas”) e evita ao máximo todo e qualquer contato com quem não pertença ao seu núcleo familiar. Tarefas simples como pedir o jantar da família eram terceirizadas para sua assistente virtual na Índia (?). Mesmo com a sua fobia social aumentando a cada dia Bernadete se saia bem nas tarefas que envolviam a família até o dia em que Bee chega da escola e reivindica um presente prometido pelos pais caso a garota tivesse notas perfeitas durante o ensino fundamental.

Bee queria uma viagem de família à Antártida. É nesse momento que o conflito se intensifica para Bernadette, que fica dividida entre cumprir a promessa que fez a filha e os terríveis inconvenientes que uma viagem ao extremo sul poderiam lhe causar e acaba sumindo sem deixar rastros.

Um dos aspectos legais desse livro é que a narração é feita pela Bee, filha da Bernadette, que assim como o leitor não faz ideia de onde a mãe está e nem qual foi a motivação para o seu sumiço. Outra coisa bem legal é que o leitor tem acesso a uma série de documentos como e-mails, correspondências, SMS e arquivos do FBI que ajudam a reconstituir tudo que aconteceu. Confesso que no início essa dinâmica entre narração e os documentos me deixaram um pouco confusa, mas ao adentrar na história achei genial a ideia da autora. 

Bernadete é quase uma anti-heroína daquelas toda atrapalhada e excêntrica, mas que tem um bom coração. A protagonista se envolve em diversas situações inusitadas e até perigosas sem fazer a mínima ideia das consequências dos seus atos. Cadê você, Bernadette? É sem dúvida uma leitura divertida, leve e que trata de forma pouco convencional do amor de uma família.

Confira o vídeo em que eu, a Fran e o Clóvis comentamos sobre o livro. Esse vídeo também marca a estreia do nosso canal




Érika Rodrigues

Cardápio

[Dica literária]: Sejamos todos feministas

14:23


Olá leitores!

Hoje, dia 8 de março. é celebrado o Dia Internacional da Mulher. Nesse momento ocorrem diversas homenagens e distribuição de flores como forma de agradecimento, mas pouco se discute sobre questões importantes que envolvem o papel da mulher na sociedade. O Relicário, que é um blog comandado por uma mulher, resolveu propor algo diferente neste dia e convida todo leitor e leitora do nosso cantinho a fazer a leitura de Sejamos Todos Feministas. 

Em sua palestra “Sejamos todos feministas” que foi transformada em um pequeno livro pela Companhia das Letras (que tem em média 30 páginas) Chimamanda Ngozi Adichie nos convida a pensar sobre o papel do feminismo no século XXI e sobre a importância de por em pauta de discussões as questões de gênero. Por meio de exemplos pessoais a autora permeia diversos aspectos que envolvem a questão e explica porque o feminismo é visto de maneira negativa na nossa sociedade. O livro digital está disponível de forma gratuita nos sites da Amazon, Livraria Cultura e Saraiva.

Quotes:

“Nós evoluímos. Mas nossas ideias de gênero ainda deixam a desejar.” Página 7


“Perdemos muito tempo ensinando meninas a se preocupar com o que os meninos pensam delas. Mas o oposto não acontece. Não ensinamos os meninos a se preocupar em ser “benquistos”.” Página 9

Palestra





Espero que tenham gostado da indicação. Beijos!
Érika Rodrigues

Divulgação

[Divulgação]: Lançamentos Editora Gente e Editora Única

23:41

Olá leitores!
Nossa primeira postagem de março é dedicada a apresentação dos lançamentos das editoras Única e Gente. Confiram! 


Um estranho perfeito - Susan Fox

Caribou Crossing é uma cidade de recomeços. E assim o era para Brooke Kincaid que, há cinco anos, tenta reparar os erros de seu passado. Quando, porém, uma moto Harley-Davidson destrói sua cerca e um estranho perigoso e irresistível literalmente invade sua vida, ela mal imagina as ameaças que a chegada desse fugitivo traria. Jake Brannon sabe que Brooke é vulnerável, mas também forte, gentil e mais quente que o próprio inferno. A personalidade forte dessa mulher intrigante e seu charme perturbador são capazes de fazer até o maior aventureiro sossegar... Apenas para ter o gosto daquele delicioso romance. Agora ela precisa ajudar esse homem misterioso a continuar vivo ou as pessoas que ama estarão em perigo. Brooke precisa fazer as escolhas certas dessa vez. Pode ser sua última chance.





Tudo o que você precisa saber sobre Psicologia - Paul Kleinman

Não importa se você está procurando por uma forma de começar a estudar Psicologia para depois se aprofundar, ou se simplesmente tem curiosidade em identificar as neuroses dos seus amigos, este livro possui as respostas sobre a mente humana que você não compreende ao acessar artigos acadêmicos. Em uma revisão rápida e completa da Psicologia moderna, entenda as teorias mais importantes, os experimentos marcantes, as definições de síndromes e fenômenos sem precisar sofrer. Tudo isso ainda acompanhado de um resumo sobre a vida e as descobertas dos maiores nomes da Psicologia como Freud, Jung, Skinner, Maslow e muitos outros. Embarque nessa jornada sobre a profundidade de nossa existência, questione o poder da consciência e o que nos torna humanos em um mundo tão cheio de variáveis. Aprenda com aqueles que moldaram nosso conhecimento sobre nós mesmos e ainda tenha a oportunidade de fazer os testes psicológicos mais clássicos – em uma linguagem fácil e divertida. 


Dor de amor tem jeito - André Massolini

Tem gente que parece ter o dom de se ferrar no amor, ou melhor, apostar todas as fichas em algo sem futuro. Tudo acaba e sabe o que resta? Você. Sofrendo mais uma vez por ter se deixado levar por um relacionamento sem potencial e se perguntando o que há de tão errado com você. Será que dá pra sair disso? Dessa mania de seguir sempre o mesmo roteiro dolorido? André Massolini vai mostrar que sim, dor de amor tem jeito. Esse filósofo que conquistou milhares de fãs com seu canal Ponto de vista, do YouTube, veio trazer compreensão e muito mais do que um ombro amigo para chorar: a chave para finalmente fechar essa história mal resolvida e conseguir, de uma vez por todas, não só superar o sofrimento e as mágoas, mas se tornar inteiro e feliz – como sempre deveria ter sido! Ninguém merece sentir que é um fracasso completo nem merece colher migalhas de afeto. Melhor do que uma sessão de terapia, este livro trará os conselhos e as respostas para que você experimente o alívio e recupere a dignidade que sentiu ser levada por outro alguém. Resgate a si mesmo e venha experimentar a felicidade!



O que acharam dos lançamentos?
Érika Rodrigues

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Licença Creative Commons
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