Resenha: O Diário de Anne Frank

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Título: O diário de Anne Frank | Editora: Record | Edição definitiva por Otto Frank e Mirjam Pressler | Nota: 5 de 5

Sinopse: O depoimento da pequena Anne Frank, morta pelos nazistas após passar anos escondida no sótão de uma casa em Amsterdã, ainda hoje emociona leitores no mundo inteiro. Seus diário narra os sentimentos, medos e pequenas alegrias de uma menina judia que, com sua família, lutou em vão para sobreviver ao Holocausto. Lançado em 1947, O Diário de Anne Frank tronou-se um dos maiores sucessos editoriais de todos os tempos. Um livro tocante e importante que conta às novas gerações os horrores da perseguição aos judeus durante a Segunda Guerra Mundial.
Agora, seis décadas após ter sido escrito, este relato finalmente é publicado na íntegra, com um caderno de fotos e o resgate de trechos que permaneciam inéditos. Uma nova edição que aprofunda e aumenta nossa compreensão da vida e da personalidade dessa menina que se transformou em um dos grandes símbolos da luta contra a opressão e a injustiça. E consagra O Diário de Anne Frank como um dos livros de maior importância do século XX. Uma obra que deve ser lida por todos, para evitar que atrocidades parecidas voltem a acontecer neste mundo.

Comentários


As histórias sobre a Segunda Guerra Mundial sempre me despertaram atenção desde os tempos do colégio. Esse capítulo obscuro da história da humanidade me impressionava principalmente pela capacidade de um grande número de pessoas chegar a níveis tão baixos de humanidade como ação de afirmação de uma raça superior. Dos tempos de escola até hoje, li bastante coisa (documental e ficção), vi muitos filmes e documentários a respeito e mesmo assim relatos como o de Anne Frank ainda me deixam com um nó na garganta.

O livro narrado em forma de diário pela própria Anne aos 13 anos apresenta ao leitor duas facetas interessantes: as preocupações e dúvidas de uma típica adolescente e o medo de uma menina judia que vê a si mesma e sua família encurralada em um “Anexo Secreto” onde mal era possível abrir as janelas.

As memórias de Anne nos levam ao cotidiano da vida e dos temores dos judeus em Amsterdam um pouco antes da mudança para o esconderijo. Nessa primeira etapa conhecemos uma menina cheia de planos e bem madura para sua idade. E mesmo nessa época já é possível ter uma ideia do que os judeus passavam, pois Anne relata algumas proibições que eles eram obrigados a se acostumar (como não poder andar em transporte público e frequentar estabelecimentos que aceitavam judeus).

A mudança para o “Anexo secreto” se dá em virtude da intensificação da perseguição aos judeus. Anne e sua família (pais e irmã) passam a dividir o esconderijo com mais quatro pessoas. No início da mudança, apesar dos inconvenientes da convivência forçada, Anne se mostra esperançosa sobre a possibilidade do fim da guerra, mas ao avançarmos nas páginas de seu diário e depois de mais de um ano trancados no anexo é possível notar nas palavras da jovem o cansaço, a desesperança e sobretudo o medo de que ela, sua família e os demais moradores fossem descobertos.

Muitas das histórias que Anne nos conta tratam das suas descobertas na adolescência, da rotina do Anexo, da difícil convivência com sua mãe e da solidão que sentia. A garota atrevida e cheia de histórias, que sonhava em ser jornalista e sentir mais uma vez o vento frio do inverno em suas bochechas, nos conta também sobre os receios, a falta de comida e a incapacidade de entender como todas aquelas atrocidades que seu povo estava vivendo podiam ser motivadas apenas pelo fato de ser judeu. O Diário de Anne Frank é fundamentalmente uma história triste, mas essencial.

  
Érika Rodrigues

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3 comentários

  1. Érika, o que mais me impressionou nesse livro foi a maturidade de Anne, e o modo como ela expressava sua esperança. Sem contar que ela era bem futurista e, mesmo em meio a depressão, não deixava seus sonhos morrerem. Ela tinha fé. Realmente essencial.

    Abraços,
    Francielle Couto
    http://www.universoliterario.com.br/

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  2. Oi, Érika!

    Eu li esse livro há tantos anos e até hoje ainda o considero um daqueles livros que se deve ler antes de morrer.
    É simples e totalmente apaixonante.
    Também é simplesmente impossível não criar um vínculo com essa garota e não sofrer mesmo quando a gente já sabe que o final será triste.
    Mas como você disse acima, é uma leitura fundamental.

    Bjs!

    livrosontemhojeesempre.blogspot.com.br

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  3. Eu ainda não li esse livro, eu confesso que tenho um pouco medo, porque parece ser daqueles livros que faz crescer dentro de você uma revolta e indignação. Sua resenha me fez querer ler e conhecer essa menina tão madura que foi Anne Frank, mesmo não tendo um feliz.

    Beijos
    Dani Cruz
    blog-emcomum.blogspot.com.br
    Twitter - @blogemcomum / Insta - @blogemcomum / Fanpage Em Comum

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