Resenha: Alta Fidelidade

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Título: Alta Fidelidade | Autor: Nick Hornby | Editora: Companhia das Letras | Ano: 2013 | Páginas: 312 | Nota: 4 de 5

Sinopse: Rob é um sujeito perdido. Aos 35 anos, o rompimento com a namorada o leva a repensar todas as esferas da vida: relacionamento amoroso, profissão, amizades. Sua loja de discos está à beira da falência, seus únicos amigos são dois fanáticos por música que fogem de qualquer conversa adulta e, quanto ao amor, bem, Rob está no fundo do poço. Para encarar as dificuldades, ele vai se deixar guiar pelas músicas que deram sentido à sua vida e descobrir que a estagnação não o tornou um homem sem ambições. Seu interesse pela cultura pop é real, sua loja ainda é o trabalho dos sonhos e Laura talvez seja a única ex-namorada pela qual vale a pena lutar.

Um romance sobre música e relacionamento, sobre as muitas caras que o sucesso pode ter e sobre o que é, afinal, viver nos anos 1990. Com rajadas de humor sardônico e escrita leve, a juventude marinada em cultura pop ganhou aqui seu espaço na literatura.


Comentários 

Meu primeiro contato com Alta Fidelidade se deu a partir da adaptação cinematográfica estrelada por John Cusack e lançada em 2000. A ideia de ler a obra original surgiu com o desafio literário Rory Gilmore e, assim como o filme, a experiência foi extremamente agradável. 

A obra de Nick Hornby é praticamente uma homenagem a década 90. O autor é bastante minucioso quanto a ambientação e leva o leitor para os pubs londrinos e para dentro da mente de três caras completamente aficionados por música. Dentre eles está Rob, proprietários de uma loja de discos, protagonista e narrador dessa história. 

O enredo trata basicamente do momento presente pelo qual Rob está passando: o termino de um relacionamento amoroso com Laura. Esse é o fato que inicia o livro e é a partir dele que toda a narrativa se desenvolve. O fim do relacionamento faz com que Rob - no auge nos seus 35 anos - questione praticamente toda sua vida, desde as escolhas amorosas, profissionais, relação com os amigos e com seus próprios pais. 

Além de fanático por música pop, Rob é um cara que adora fazer listas. E muitas das histórias que o nosso narrador relembra são contadas a partir de Top 5. O protagonista se mostra também um pouco egoísta e as vezes até meio escroto quanto aos seus relacionamentos amorosos, mas devo confessar que nada disso me incomodou e que a personalidade peculiar de Rob garantiu algumas risadas. 

O livro tem uma narrativa leve e inúmeras referências a Londres e a cultura pop em geral. Apresenta poucos personagens secundários (como Barry, Dick – funcionários da loja - e Laura) e estes não ocupam muito espaço na narrativa em geral. Após algumas pesquisas descobri que a obra se enquadra em uma espécie de Chick-lit para homens (achei essa informação bem engraçada e confesso que nem sabia que existia), gênero que abrange o universo masculino.

Leitura recomendada! 

Érika Rodrigues

  

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1 comentários

  1. Olá, Érika!!

    Adorei sua resenha! Estou com um livro nacional aqui para ler com uma temática parecia.
    Acho interessante esse gênero para o público masculino. Acredito que o termo que usam é Lad Lit ou algo assim, que lembra lenhador em inglês ou sei lá. Hahahaha
    Normalmente os livros são bem engraçados. Eu li um que se chama Beber, Jogar e Foder. Achei que seria uma paródia ao Comer, Rezar e Amar, mas era uma história própria.
    Me diverti bastante lendo. Acho que isso é que conta, né?

    Vou adicionar esse título também na minha lista e depois checar melhor a história! ;)

    Bjs!!

    http://livrosontemhojeesempre.blogspot.com.br

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