Aracaju

Turnê Intrínseca passa por Aracaju

22:12


A quinta edição da Turnê Intrínseca aterrissou mais uma vez em Aracaju na última quinta-feira, 17. O evento, comandado pela equipe de marketing, tem a proposta de apresentar informações exclusivas sobre os lançamentos e as novidades da editora, além de se conectar diretamente com os leitores em 20 cidades do país.

Dinâmico e muito divertido, o evento atraiu mais de 250 pessoas (número de senhas disponíveis) na segunda passagem da editora pela cidade. As apresentações dos títulos foram divididas em categorias - como ficção, não-ficção, nacionais e jovens – e contavam um pouco além da sinopse mantendo o leitor sempre instigado. Como de costume nos eventos literários, ao final foram realizados vários sorteios e todo mundo que chegou cedo e garantiu sua senha recebeu um kit de marcadores, bottons e postais.

Foto 1: Brindes. Foto 2 e 3: Momentos antes do início do evento

A Turnê Intrínseca superou as minhas expectativas em termos de organização (o pessoal foi de uma pontualidade britânica) e condução do evento. Saí de lá com vários títulos novos na minha lista de livros para ler e muitos deles eu até já conhecia, mas não tinha me permitido ir além da capa. Minha única ressalva ficou mesmo por conta de alguns membros da plateia que foram desagradáveis e por vezes mal-educados, mas isso é quase impossível de se controlar.

Por fim gostaria de parabenizar a iniciativa da editora não apenas por manter um evento tão legal, mas, principalmente, por incluir capitais que estão fora da rota convencional de divulgação dos livros.
 
Vale lembrar que os eventos acontecem até o dia 9 de abril. Confira a programação completa aqui


Érika Rodrigues

Arqueiro

Por Dentro da Literatura: Vingança pornô

02:48



Este mês, a Editora Arqueiro lançou dois livros sobre um tema bastante comum nos tempos modernos e igualmente polêmico: revenge porn (vingança pornô). Intenso e Profundo, de Robin York, apresentam a história de Caroline Piasecki ao ver sua vida se transformar em um pesadelo quando seu ex-namorado espalha fotos dela nua na internet. Desesperada, ela tenta fazer com que as imagens sumam da rede e, ao mesmo tempo, tem que se defender da multidão de pessoas que a julgam. 

A proposta da autora é dar visibilidade a esse tipo de abuso praticado a partir da divulgação de fotografias ou vídeos de conteúdo sexual com o intuito de denigrir e constranger a vítima, que na esmagadora maioria das vezes é uma mulher. 

Em termos gerais, a legislação é extremamente fraca quando se tratam de crimes praticados via internet e geralmente não dá pra mensurar o alcance que o conteúdo compartilhado obteve. No Brasil, alguns avanços foram feitos no sentido de barrar o compartilhamento de conteúdo íntimo sem consentimento como é o caso da Lei 12.737/2012, popularmente conhecida como Lei Carolina Dieckmann. O Projeto que deu origem a "Lei Carolina Dieckmann" foi proposto em referência e diante de situação vivenciada pela atriz, em maio de 2011, quando teve copiadas de seu computador, cerca de 30 fotos em situação íntima, que acabaram divulgadas na Internet.

Mesmo com os avanços, as penas ainda são pouco inibidoras e isso contribui para dar mais confiança a quem pratica esse tipo de crime. Há também pouco debate sobre o assunto nos grupos sociais de interesse, como  mídia, escolas e faculdades.

Comentário da autora:



Saiba mais sobre Profundo e Intenso

O que acharam do tema?
Érika Rodrigues

Maroon5

Playlist: Maroon 5 no Brasil

23:29





Esta semana os meninos do Maroon 5 chegaram ao Brasil e aproveitando a ocasião, resolvi compartilhar minhas músicas prediletas. Aproveitem ^^



1 - Sunday Morning





2- She will be loved




3- Moves like Jagger

 

4- Sugar






Érika Rodrigues

Arqueiro

Resenha: Uma Longa Jornada (Nicholas Sparks)

23:39

Título: Uma Longa Jornada | Autor: Nicholas Sparks | Editora: Arqueiro | Edição:| Páginas: 368 | Nota: 5 de 5

Sinopse: Aos 91 anos, com problemas de saúde e sozinho no mundo, Ira Levinson sofre um terrível acidente de carro. Enquanto luta para se manter consciente, a imagem de Ruth, sua amada esposa que morreu há nove anos, surge diante dele.
Mesmo sabendo que é impossível que ela esteja ali, Ira se agarra a isso e relembra momentos de sua longa vida em comum: o dia em que se conheceram, o casamento, o amor dela pela arte, os dias sombrios da Segunda Guerra e seus efeitos sobre eles e suas famílias.
Perto dali, Sophia Danko, uma jovem estudante de história da arte, acompanha a melhor amiga até um rodeio. Lá é assediada pelo ex-namorado e acaba sendo salva por Luke Collins, o caubói que acabou de vencer a competição.
Ele e Sophia começam a conversar e logo percebem como é fácil estarem juntos. Luke é completamente diferente dos rapazes privilegiados da faculdade. Ele não mede esforços para ajudar a mãe e salvar a fazenda da família.
Aos poucos, Sophia começa a descobrir um novo mundo e percebe que Luke talvez tenha o poder de reescrever o futuro que ela havia planejado. Isso se o terrível segredo que ele guarda não puser tudo a perder.
Ira e Ruth. Luke e Sophia. Dois casais de gerações diferentes que o destino cuidará de unir, mostrando que, para além do desespero, da dificuldade e da morte, a força do amor sempre nos guia nesta longa jornada que é a vida.

*Livro cedido pela editora para resenha



Comentários

Minhas experiências anteriores com Sparks tinham sido desastrosas. Após as leituras Um Amor Pra Recordar e Querido John não me cativarem, já estava praticamente convencida de que as histórias desse autor não eram para mim. Mas ainda bem que dei um voto de confiança para o Nicholas e me permiti conhecer Uma Longa Jornada.

O livro apresenta duas histórias ao mesmo tempo. E ambas tem o amor como ponto central. A primeira delas apresenta Ira Levinson como protagonista. Ira está com 91 anos, sofre de alguns problemas de saúde e uma profunda tristeza relacionada a vida solitária nos anos que seguiram a morte de sua esposa, Ruth.  Em uma viagem de carro ele perde o controle da direção e sofre um terrível acidente. Enquanto aguarda por um socorro que parece não chegar nunca, nosso personagem tem visões de Ruth e a utiliza para tirar forças e continuar tentando sobreviver.

É através das conversas do casal que entendemos como eles se conheceram, as circunstâncias do casamento, seu amor pela arte e o que motivou Ira a fazer aquela viagem sozinho mesmo com idade já avançada. Apesar de toda a situação que envolve o acidente e de Ira estar gravemente ferido, a conversa entre os dois segue uma cadência de uma conversa normal, sem dramas que poderiam estar envolvidos.

O amor maduro de Ira e Ruth é contraposto com os primeiros sinais desse sentimento entre Sophia e Luke. Os jovens se conhecem em um rodeio quando Luke protege Sophia durante uma briga com o ex-namorado. Apesar das evidentes diferenças, visto que Sophia é uma estudante universitária de História da Arte e Luke um caubói, os dois se dão bem logo de cara e se sentem confortáveis na presença do outro.

A familiaridade que sentiram desde o primeiro encontro transpõe as diferenças e Luke e Sophia acabam se aproximando cada vez mais ao longo da narrativa até o momento em que as duas histórias se cruzam.

Comecei essa resenha ressaltando que não sou fã de autor por achar que na maioria das vezes ele pesa a mão nos dramas, mas Um Longa Jornada é bem diferente de tudo que eu já tinha lido do Sparks. Existe drama, claro, mas o drama das duas histórias são completamente plausíveis bem como os romances, que ao contrários das paixões arrebatadores, aqui, vão sendo construídos aos poucos e é muito legal acompanhar o desenvolvimento de cada parte da história durante a leitura.


Devo confessar que existe alguma previsibilidade quanto aos rumos dessa narrativa. No entanto, mesmo supondo o final o autor ainda conseguiu me surpreender e construir uma excelente história. 

Érika Rodrigues

Arqueiro

Adaptações que concorreram ao Oscar 2016

01:43



No último domingo, 28 de fevereiro, a maior premiação do cinema mundial movimentou o universo dos cinéfilos e entusiastas da sétima arte. Os leitores também tiveram um motivo especial para acompanhar a premiação, visto que este ano, dentre os oito filmes indicados na categoria de “Melhor filme”, cinco tiveram roteiros adaptados de livros. São eles: 

O Regresso



A história contada por Michael Punke tem inspiração em fatos reais e aborda a vida de Hugh Glass, explorador e caçador de peles, que é deixado para trás por seus companheiros de jornada após ser atacado por um urso. A adaptação teve 12 indicações e levou os prêmios de Melhor ator (Leonardo DiCaprio), Melhor Diretor (Alejandro González Iñárritu) e Melhor Fotografia. 

Intrínseca, 270 páginas




Perdido em Marte


Lançado em 2011, o romance de Andy Weir apresenta os registros em primeira pessoa do astronauta Mark Watney ao despertar completamente sozinho em um planeta hostil. Sem perder o senso de humor, esse suspense retrata a luta pela sobrevivência. O filme concorreu em sete categorias, incluindo melhor filme e melhor ator. 

Arqueiro, 336 páginas





Quarto


A narrativa de Emma Donoghue deu origem ao filme O Quarto de Jack. A história apresenta a visão de um garoto de cinco anos nascido em cativeiro, cujo mundo se resumo a um quarto, e o ousado plano de fuga de sua mãe. A adaptação concorreu em quatro categorias e Brie Larson, que interpretou a jovem sequestrada aos 19 anos e mãe de Jack, foi eleita Melhor Atriz. 

Verus, 350 páginas



A Jogada do Século


O romance de Michael Lewis resultou no longa A Grande Aposta. Lançado no Brasil em 2011, o livro aborda de maneira contundente a crise mundial de 2008, uma das maiores recessões econômicas das últimas décadas. O Filme teve cinco indicações e levou o Oscar na categoria Melhor Roteiro Adaptado. 

BestBusiness, 322 páginas






Brooklyn


A narrativa do irlandês Colm Tóibin conta a história da jovem Ellis Lacey que em função da falta de oportunidades em sua cidade natal, migra para Nova York a fim de garantir um emprego. Mas o retorno inesperado a Irlanda coloca a jovem diante de uma escolha que pode mudar tudo. O longa foi indicado a três categorias. 

Companhia das Letras, 304 páginas





Érika Rodrigues

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