Vamos praticar o desapego literário?

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Gosto de pensar que o sonho de todo leitor é construir a sua própria biblioteca. Dedicar um cantinho da casa especialmente aos livros e apreciar sua estante repleta de títulos, histórias, lembranças, personagens e viagens para terras exploradas apenas pela sua imaginação. Nessas minhas andanças pelo universo dos blogs literários percebi que estou cada vez mais certa, mas também me fez questionar até que ponto estamos dando mais valor a quantidade de livros em detrimento da qualidade dos mesmos.

Não me entendam mal ao utilizar a palavra qualidade, aqui qualidade não tem necessariamente relação com clássicos ou livros aclamados pela crítica, o substantivo representa os livros que te encantam, aqueles que você recomenda, cuja experiência de leitura foi única. Feitas as devidas explicações, prossigo. 

Percebi em mim mesma os sintomas do acúmulo literário: não abrir mão de livros que eu não gostei, que não tenho vontade de ler, que abandonei durante a leitura, e cuja única função é ocupar espaço na minha estante. Desapegar não é tarefa fácil - eu bem sei - afinal temos grande estima por livros em geral, livros que nem sabemos se vamos gostar, mas que só de vê-los nas livrarias nossos corações derretem. 

No entanto, ao olhar pra minha estante e ver esse títulos que não me trouxeram nada de bom me fez perceber que não faz o menor sentido mantê-los e que eu precisava passar adiante o que não me servia mais. E quando a gente resolve desapegar um mundo de possibilidades se abre. Você pode doar os livros que não deseja para os amigos, ou para uma biblioteca pública ou ainda trocar por outros livros que você deseje ler.

Trocas realizadas em 2016
A troca foi o caminho que escolhi para destralhar minha estante no primeiro momento. E, olha, deu super certo. Em 2016 aderi ao Skoob Plus e enviei cinco livros e até o momento solicitei quatro - vale ressaltar que todas as experiências foram bem sucedidas. As trocas me renderam Sagrada Família, O Grande Gatsby, Os Homens que não amavam as mulheres e A Revoada.

Se você nunca pensou a respeito que tal dar uma atenção a isso da próxima vez que organizar a estante?!


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3 comentários

  1. Oi, Érika!!
    Tudo bem?

    Eu concordo totalmente com sua forma de pensar! Só mantenho comigo livros que gostei muito. Os que não me agradaram muito normalmente acabo doando para bazares beneficentes que minha mãe sempre indica... Rsrsrs

    Mas também já fiz algumas trocas e até vendas pelo Skoob. Confesso que vou tentar não pegar muitos livros novos agora porque já não tenho onde colocá-los! Hahahahaha

    Acho que todo mundo deveria desapegar dos livros que não agradaram. Quem sabe vai parar com algum leitor com gosto diferente do nosso, né?

    Bjs!!

    http://livrosontemhojeesempre.blogspot.com.br

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  2. Acho muito bacana isso de troca, já fiz algumas trocas de livros e gostei.
    Bjs
    https://eternamente-princesa.blogspot.com.br

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  3. Eu já tive essa mania horrível de ficar com livros que não tenho mais interesse, mas aos poucos estou mudando isso. Já realizei cerca de 17 trocas no Skoob e o resultado foi incrível. Acho que em tempos de consumo consciente e tals, temos que repensar também nossa estante de livros. Eu agora tenho uma regra. Depois que leio um livro, ele fica comigo até, pelo menos, o final daquele ano. É tempo suficiente pra eu decidir se algum dia vou querer reler ou se ter ele na estante vai me fazer bem. Se não, eu disponibilizo para troca. Desse jeito tenho sempre histórias novas e os livros que não me cativaram tanto assim ganham novas casas.

    Vidas em Preto e Branco

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