Resenha: A melhor coisa que nunca aconteceu na minha vida

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Título: A melhor coisa que nunca aconteceu na minha vida | Autores: Laura Tait e Jimmy Rice | Editora: Leya | Páginas: 356 | Nota: 4 de 5

Sinope: Todo mundo faz planos para o futuro. Mas será que a vida sempre leva aos caminhos desejados? Viajar pelo mundo, ter o emprego dos sonhos, um grande amor do passado. Cada um imagina que sua vida acontecerá de uma maneira diferente. Perto de completar trinta anos, Holly e Alex, que não se veem há onze anos, voltam a se encontrar por acaso.

Como o reencontro vai afetar a vida desses velhos amigos de infância?

Na adolescência a amizade escondia uma grande paixão não revelada. E que, mesmo com o passar dos anos, continuou na memória como lembrança ou arrependimento do que poderia ter sido. O que aconteceria se o destino reservasse a possibilidade de viver uma segunda chance, tanto na vida quanto no amor?


Comentários

A vida, e o amor, é uma sucessão de desencontros e reencontros. A premissa de “A melhor coisa que nunca aconteceu na minha vida” é permeada por essa afirmação, mas vai além do romance e nos faz refletir se o nosso presente é ao menos parecido com o futuro que a gente imaginava na adolescência.

O livro apresenta a história de Alex e Holly, melhores amigos durante a escola e que no último ano do ensino médio percebem que o carinho que nutrem um pelo outro é algo mais que a amizade. No entanto, como é natural, os dois têm receio de revelar o que sentem com medo da rejeição e de que a confissão possa destruir a amizade. Esse receio acaba gerando alguns mal-entendidos e afastando os amigos por onze anos.

Um pouco mais de uma década depois, e agora com quase trinta anos, os dois se reencontram em Londres, cidade que Holly já morava desde a faculdade e que Alex passa a morar em função de um emprego. Mas não é como se tudo voltasse a ser como antes; cada um tinha seguido sua vida, afinal, passaram-se onze anos. No entanto, o que fazia a amizade deles funcionar continuava intacto - a lealdade de Alex e o espírito livre de Holly.

Apesar da narrativa girar em torno de reencontro com potencial amoroso, é interessante ver como os autores não fazem disso o foco do livro. Em “A melhor coisa que nunca aconteceu na minha vida” o reencontro é uma espécie de gancho para o desenvolvimento pessoal dos personagens principais. Ao encarar alguém do passado, Holly e Alex se voltam para suas próprias escolhas afetivas, profissionais e familiares. 

Como uma boa história do gênero (Romance) o livro apresenta alguns clichês. Mas essa não é a razão pela qual lemos romances? Acredito que o que distancia um bom romance de um mais ou menos é a forma como cada autor trabalha dentro da estrutura previsível do gênero, e nesse caso em específico os autores tiveram sucesso. “A melhor coisa que nunca aconteceu na minha vida” é uma narrativa leve, divertida, com personagens cativantes e que não perde de vista os dramas de quem está dando adeus aos vinte e poucos anos.


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2 comentários

  1. Saudações Lady Érika,

    Quero. Apenas, quero. Mas, quero muito!
    Adorei a premissa, adorei a ideia do romance. Entrou para a lista e espero conseguir logo, porque é exatamente do que estou precisando.

    Excelente resenha. Não sei se disse na volta do blog, mas o Relicário está lindo!


    Venha visitar o Castelo
    Att.
    A Rainha ♛ The Queen's Castle
    Entre Vidas - Lise

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  2. Gostei da resenha, parece ser bem interessante :D

    http://submersa-em-palavras.blogspot.com.br/

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