Cinco livros para 2018

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Talvez ninguém consiga explicar essa nossa obsessão por metas e listas. Para os controladores e indisciplinados como eu, talvez as metas funcionem como uma perspectiva de realização, mesmo que lá no fundo a gente não vislumbre muitas possibilidades de tornar o plano real. Mas isso não importa muito, porque o ato de planejar já é reconfortante por si só. Então todo ano é a mesma coisa: listas e promessas para preencher os 365 dias em branco que temos pela frente.

No que se refere à literatura, as minhas metas estão pouco ambiciosas esse ano - em virtude da quantidade de leituras acadêmicas que o fato de precisar escrever uma dissertação vai demandar. Quem sabe assim eu efetivamente consiga cumprir – ao menos – essa meta.  



Lolita 

Lolita é um dos mais importantes romances do século XX. Polêmico, irônico, tocante, narra o amor obsessivo de Humbert Humbert, um cínico intelectual de meia-idade, por Dolores Haze, Lolita, 12 anos, uma ninfeta que inflama suas loucuras e seus desejos mais agudos.
A obra-prima de Nabokov, agora em nova tradução, não é apenas uma assombrosa história de paixão e ruína. É também uma viagem de redescoberta pela América; é a exploração da linguagem e de seus matizes; é uma mostra da arte narrativa em seu auge. Através da voz de Humbert, o leitor nunca sabe ao certo quem é a caça, quem é o caçador.




O amor nos tempos do cólera

Ainda muito jovem, o telegrafista, violinista e poeta Gabriel Elígio Garciá se apaixonou por Luiza Márquez, mas o romance enfrentou a oposição do pai da moça, coronel Nicolas, que tentou impedir o casamento enviando a filha ao interior numa viagem de um ano. Para manter seu amor, Gabriel montou, com a ajuda de amigos telegrafistas, uma rede de comunicação que alcançava Luiza onde ela estivesse. Essa é a história real dos pais de Gabriel García Márquez e foi ponto de partida de "O amor nos tempos do cólera", que acompanha a paixão do telegrafista, violinista e poeta Florentino Ariza por Fermina Daza.




A desobediência civil

Uma das mais intrigantes personalidades do século XIX, Henry David Thoreau (1817-62) foi um homem de múltiplos interesses, mas era nas letras e na oratória que se manifestava sua verdadeira vocação: a de corajoso crítico do ideal americano de viver para o trabalho e para o consumo, o nascente American Way of Life. Um dos precursores do pensamento ecológico e da resistência pacífica, conquistou admiradores ilustres, como Tolstói, Martin Luther King e Mahatma Gandhi. 
O alvo principal de suas análises era a formação da nação americana: calcado no sistema escravista e afeito às guerras, o país ia, aos poucos, aprofundando as bases políticas e sociais que, para Thoreau, eram contrárias justamente ao baluarte mais defendido: a liberdade individual. Opondo-se ao senso comum, que considera a obediência às leis e às normas sociais como súmula da moral, Thoreau defendia que o dever para com a própria consciência está acima do dever de um cidadão para com o Estado.


A sombra do vento

Numa madrugada de 1945, em Barcelona, Daniel Sempere é levado por seu pai a um misterioso lugar no coração do centro histórico: o Cemitério dos Livros Esquecidos. Lá, o menino encontra A Sombra do Vento, livro maldito que mudará o rumo de sua vida e o arrastará para um labirinto de aventuras repleto de segredos e intrigas enterrados na alma obscura da cidade, A busca por pistas do desaparecido autor do livro que o fascina transformará Daniel em um homem ao iniciá-lo no mundo do amor, do sexo e da literatura.





Jung e o Tarot

Análise de Sallie Nichols, psicanalista aluna de Carl Gustav Jung, sobre as cartas do jogo de Tarô e sua relação com os arquétipos e o inconsciente coletivo - fenômenos profundamente estudados por Jung. A análise das cartas prevê cada Arcano como um passo no caminho da individuação do sujeito.








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7 comentários

  1. Saudações Lady Érika,
    São poucas, mas grandes leituras para 2018. Espero que consiga bater a sua meta.
    Eu sou controladora e pseudo disciplinada, porque tenho graves problemas com procrastinação. GRAVES.

    Venha visitar o Castelo!

    Att.
    A Rainha ♛ The Queen's Castle
    A melodia feroz
    O caderninho de desafios de Dash e Lily

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    1. Oi Ana! Estou tentando me manter realista com relação a quantidade de livros não acadêmicos que lerei esse ano.
      p.s:Também sou a rainha da procrastinação kkkk
      Beijos

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  2. Olá
    Eu tenho muita vontade de ler Lolita. Não tenho um exemplar, mas acredito que um dia terei e vou conseguir ler ele.

    Vidas em Preto e Branco

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    1. Lolita está na minha lista de leitura há algum tempo... acho que esse ano finalmente consigo fazer essa leitura.
      Beijos

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  3. Tenho certa curiosidade de ler Lolita, mas acho que ainda não estou preparada. Essa história é muito repugnante para mim, acho que vou ter que conhecê-la aos poucos para me acostumar com a ideia.
    Adorei seus livros para 2018, são todos livros muito interessantes.
    Beijinhos

    Toca da Lebre

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    1. Oi Nanda! Acredito que, das leituras que estou me propondo a fazer esse ano, Lolita será a mais desafiadora justamente por ter que transpor essas questões relacionadas a pedofilia.
      Beijos

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  4. Lolita foi uma leitura tensa e maravilhosa!!!! Amei conhecer a história como ela é de verdade já que os filmes romantizam muito e dão a entender que a culpa de tudo é da Lolita.

    http://umsimplesprazer.blogspot.com.br/

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